Coluna do Aparelha Luzia - Lançamento do single de Xenia França

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Variedades da cena preta paulista


Xenia França, que prestigiou na noite de ontem (14/09) o último Diálogos Ausentes, projeto do Centro Cultura Itaú, acabou de lançar o primeiro single de seu álbum de estreia "Xenia"

 Xenia - Pra que me chamas?


Depois de anos como a estrela da banda Aláfia, a cantora Xenia França lança seu projeto solo e o primeiro single “Pra Que Me Chamas?” que já está disponível nas plataformas digitais. O lançamento do álbum será dia 15 de Outubro e a coluna estará presente.


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Mel Duarte, Poeta, produtora cultural e integrante do Coletivo Poetas Ambulantes, performou seu slam na noite Palavras Subterrâneas na Sensorial Discos. Mais uma noite de poesia e literatura na cidade.

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No dia 27 de setembro acontece no Aparelha Luzia o lançamento de "No seu pescoço", novo livro de Chimamanda Ngozi Adichie a escritora nigeriana sensação do momento. O evento contará com bate-papo e leitura de trechos com Stephanie Ribeiro, Dirce Thomaz, Kiara Felippe e Jô Freitas, com comentários de Bianca Santana. Logo depois haverá pocket show de encerramento com Denna Souza. Direto da página do Aparelha.

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A próxima edição do evento Mulheres Digitais vai contar com nomes de peso da nossa comunidade: Monique Evelle do Desabafo Social, Aline Ramos do Buzzfeed,  Stella Yeshua do Estaremos lá, Bianca Santana da Revista Cult, Joice Bert, Joyce Prestes do Think Eva e muitas outras mulheres que fazem a diferença na internet e no mundo.

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Luanna Teofillo do Painel BAP e do blog Efigenias estará presente e dividirá um painel sobre novos consumidores com a #alpha Adriana Barbosa da Feira Preta que está de malas prontas para participar nos Estados Unidos de um jantar com personalidades pretas como Barack e Michele Obama. Ela foi escolhida uma das mulheres pretas mais influentes do Brasil ao lado do casal Tais Araújo e Lazaro Ramos.



Coluna do Aparelha Luzia - Apresentação Movimentos SP com Carl Hart

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Variedade da cena preta paulista


Mais de 300 pessoas acompanharam o lançamento da cartilha Movimento SP com a presença do neurocientista da Columbia University Carl Hart.





Mack Daddy, OG, Hell of a Man, MVP, Mindfuck Man, não encontramos um termo preciso em inglês para descrever o homão da porra Carl Hart que lançou seu livro "Um preço muito alto", falou sobre sua tese sobre a falida guerra às drogas, o abuso de usuários, e foi abraçado e muito amado dentro do Quilombo.


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Além de escritor e person of value, Carl Hart foi o primeiro DJ do lendário Run DMC, o que levou muitos fãs de Rap, ao lado de médicos, estudantes, jornalistas, ativista e toda comunidade de Luzia ao evento que teve tradução simultânea e telão para as pessoas acompanharem do lado de fora.


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A multiartista Thalma Freitas, que está no Brasil gravando um reality show, estava presente no evento. Trouxe novidades e notícias de Los Angeles, onde mora com a família, e apresentou o One United Bank, um banco afro-americano com muito interesse no mercado brasileiro.

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Falando em banco e iniciativas de desenvolvimento econômicos, Thiago Vinícius da Agência Solano Trindade também assistiu ao evento. Ele é o idealizador do Banco Sampaio, uma instituição financeira popular comunitária com moeda própria que funciona na periferia de São Paulo e desenvolvem a economia local.




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Do Quilombo para Harvard: soubemos que um convite da famosa universidade Norte Americana, onde estudaram grandes líderes como Barack Obama e entertainers como Tyra Banks chegou no Aparelha Luzia. Em breve novidades de Malunguinho...





Coluna do Aparelha Luzia - Lançamento do Espetáculo Rés da Corpórea Cia de Corpos

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Variedades da Cena Preta Paulistana

Durante 40 minutos o quilombo urbano foi tomado por respirações curtas e olhos vidrados a cada movimento. Cerca de 100 pessoas acompanharam sem perder nenhum gesto do espetáculo de dança Rés.

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“Tudo não é dança, mas dança pode estar em tudo. Tudo é movimento” Verônica Santos


O espetáculo Rés tem como temática principal o universo do encarceramento feminino do Brasil e o perfil da mulher encarcerada que reflete uma assimetria de gênero que as atinge antes mesmo de entrarem em conflito com a lei. A terceira interprete e co-criadora Dandara Gomes, não pôde estar presente no lançamento e sobre ela, suas companheiras de cena são unânimes: é a cereja do bolo.

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Logo após a apresentação, a idealizadora, Verônica Santos e a bailarina Malu Avelar, integrantes da Corpórea Cia de Corpos, falaram com a Coluna sobre o espetáculo Rés e a próxima apresentação agendada para estrear em outubro.
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Com olhar vibrante, costurando a dança, com a existência e outros assuntos,  Verônica - bailarina clássica nascida em Belo Horizonte - se abre ao ser perguntada sobre empoderamento. O que é empoderamento pra você? “Empoderamento é minha mãe”, responde certeira.  “Ela questiona nossa geração e pergunta: O que nós fazemos com nosso empoderamento?”


Simone Grazielle da UTPA, Luanna Teofillo do Efigenias e Malu Avelar da Corpórea Cia de Corpos


Malu Avelar começa falando sobre a significado de lançar este espetáculo em Aparelha Luzia: “É muito forte. Morei nesta casa.” A artista mineira, que além de bailarina, é professora de artes, diz que aos dois anos já tinha certeza do que queria e hoje vê a dança como sua função no mundo. Atualmente, compõe o corpo de bailarinos da Cia Sansacroma e Corpórea, dois expoentes das artes e da dança preta contemporânea da cena paulistana.


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Sobre a política por trás da sua performance artística, diz Malu: “O ativismo veio depois, de outra forma. Na Universidade ouvi que as Belas Artes não eram para preto e pobre. Quando cheguei em São Paulo me assustei com a quantidade de pessoas pretas morrendo nas ruas aos olhares de todos ao mesmo tempo que muitas vezes, por conta do meu trabalho, círculo em locais elitistas.”

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O cantor e produtor Melvin Santhana assina a produção musical do espetáculo. O lançamento do seu álbum solo tem estreia prevista para o mês de outubro pela UTPA - mesma produtora do Rés.


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Recém chegado de New York, o bailarino Flip Couto também foi prestigiar o lançamento do espetáculo Rés. Depois de uma temporada na House of Matters, no bairro do Bronx, junto com o bailarino Felix Pimenta, continuam produzindo a Festa Amem.

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Biel Lima também, também do Coletivo Amem, estava presente no evento e está trabalhando como DJ Erik Elder em seu novo EP. Com influências de Otis, Barry White, Drake, Corine Bae, Khalid e Tassia Reis - que terá uma participação neste trabalho.


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Esta coluna é uma co-produção do Blog Efigenias, UTPA e Aparelha Luzia.


Nove coisas que pessoas brancas podem fazer para apoiar a luta preta

2 comentários:
Cansou de ser chamado de biscoiteiro, apropriador, colonizador e racista? Eis a solução


Eu não vou fazer um parágrafo explicando o que o racismo significa para a evolução do homem na terra e a quantidade de problemas sociais e humanos que foram criados junto com a ideia de que algumas pessoas são superiores a outras. 

Vocês estão cansados de saber que há pelo menos mil anos a cultura branca vem perseguindo, usurpando, estuprando, desprezando, colonizando tudo o que é não-branco e a vida na terra tem sido uma grande merda por causa disso.

Não quero me estender dizendo que a participação dos brancos que dizem não serem racistas é essencial para o fim do racismo como prática cotidiana. Primeiro porque os racistas são brancos, então meio que é algo que vocês tem que resolver entre vocês, e segundo porque brancos que não são racistas e que querem de fato contribuir para acabar com esse inferno, muitas vezes parecem  que não sabem que a relação deles com tudo o que é não-branco é extremamente problemática e isso se dá por ideias que vocês mesmo criaram. É meio confuso mas resume-se em: racismo é um lance meio que de branco mesmo.

Mas como de boas intenções o inferno tá lotado, nove coisas que brancos podem fazer para apoiarem a luta preta.

Nove músicas para entender o Baile da Lolo

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Este texto é o terceiro do compêndio Manifesto do Samba Abstrato

3- Nove músicas para entender o Baile da Lolo


O Baile da Lolo é uma performance carnavalesca política satírica preto. Em outras palavras, é um baile à fantasia inspirado nos coxinhas, paneleiros, seus amigos aristocratas donos do mundo e toda essa galera que simplesmente acaba com a nossa vida todos os dias batendo suas panelas, atrasando nosso rolê e empatando a nossa foda.

Perucas loiras, sapatênis e pulovers já estão na pista e a festa Amem Brother está no controle. Biel Lima encarna Francisquinho Filho Júnior III que junto a anfitriã Lolo Figueiroa com sua panela em punho recebe os convidados. O clima é de desvario onírico e a festa começa.

Francisquinho iniciando os trabalhos no Baile da Lolo (foto: Mariana Ser)

Simbolizando o final de um ciclo e início de uma nova era de estéticas e narrativas pretas, nove músicas para entender o Baile da Lolo.


O Manifesto do Samba Abstrato

Um comentário:
lindamarxs Carnaval de 2017(1)



Parte I


Sobre apropriação cultural e outros sambas



A cara do carnaval



Num mundo de imagens e símbolos, é preciso o máximo de criatividade estética visual para expressarmos nossas ideias. A impaciência do modelo de pensamento baseado na rapidez do processamento de dados, o mundo dos cliques e da falta de tempo para se debruçar nas questões e conceitos, sair do raso do lugar-comum antes de emitir opiniões e ter certezas é dos grandes dilemas contemporâneos. Tome seu tempo para ler as informações e digerir as ideias descritas a seguir e bom carnaval.


Baile da Lolo

Um comentário:

Anexo do Manifesto do Samba Abstrato 2017

Este é o texto principal do compêndio Manifesto do Samba Abstrato




Nascida no Carnaval de 2016, Lolo Figueiroa foi celebrada como um dos novos personagens do carnaval de São Paulo: Lolo, a Paneleira, popularmente conhecida como Branca Maluca, trouxe de forma cômica o debate político e social para o carnaval de rua.

Neste ano, Lolo Figueiroa orgulhosamente apresenta o *Baile da Lolo*, uma festa à fantasia onde festejaremos a decadência moral e a estética mofada da elite brasileira: entre paneleiros, patricinhas alienadas e playboys, o evento é uma crítica à semântica destes atores da sociedade e da política nacional.


Sim, precisamos de um AirBnB para viajantes pretos

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Três startups lançaram versões alternativas ao Airbnb depois que usuários relataram discriminação racial ao buscarem acomodação no site.







NoirBnB e Innclusive (antes por coincidência chamada NoireBnB) são duas startups criadas por profissionais pretos para responder a seguinte necessidade: oferecer acomodações seguras e acolhedoras para viajantes pretos de todo o mundo. 

Não demorou muito para o sonho da economia sustentável democrática acabar e os usuários perceberem que o AirBnB é basicamente branco e seus usuários querem que continue assim


Racismo contra funcionários e passageiros da Latam

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Coletivo Efigenias

No final de  2015 um grupo de jovens negros promoveu uma intervenção artística em um voo de uma grande empresa aérea brasileira. Motivo: o grupo relatou foi discriminados e hostilizados por pessoas que depois se descobriu serem funcionários na empresa.

O blog   Negro Belchior divulgou mais este caso de racismo na LATAM em dezembro do mesmo ano e relatou que entre as ofensas sofridas pelos jovens artistas os agressores disseram que “depois que começaram a vender passagens nas Casas Bahia, ficou foda andar de avião” e um deles disse: “Pede para trocar de lugar com a feinha aí”, referindo-se a uma das jovens pretas do grupo.

Sobre o fato, a empresa em questão, LATAM, disse em comunicado que  se sensibiliza com o ocorrido e esclarece que valoriza e respeita a diversidade entre as pessoas independentemente de idade, gênero, orientação sexual, religião e etnia. Será mesmo?


Uma rápida pesquisa na internet e encontramos várias reclamações, artigos e notícias sobre racismo relacionada a empresa LATAM. Apenas coincidências?




José Roberto dos Santos, ex-operador de cargas da companhia área  foi vítima de racismo em seu ambiente de trabalho na empresa.  Ele foi xingado racialmente por duas vezes por um funcionário da empresa. Como resultado, após a primeira sentença judicial do processo movido por Roberto, em maio de 2016 o profissional foi demitido, claramente por conta do processo. 


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