Guia das falácias racistas 2

Mais dicas para detectar argumentos falaciosos e destruí-los sem dó


O Guia das falácias racistas 1 foi um sucesso.  Conhecer os tipos de falácia nos ajuda a fugir das armadilhas nas discussões e verificarmos se nossos argumentos estão corretos.  É uma forma eficiente de nos safarmos de ter contato com esse tipo de ideinha que não serve pra absolutamente nada. É o famoso papo de aranha.







Falácias comuns nos discursos racistas (e a pedidos, racialistas) e reaças em geral



6 - Estilo sem substância
Pretende-se que o modo como o argumento ou o argumentador se apresentam contribui para a verdade da conclusão.


Exemplo:
"Os candidatos do PSDB saão bons governadores,  se não fossem o partido não estaria no poder a mais de 12 anos na maior cidade do Brasil"
Resposta: Owww, calma lá!  Apresentar os fatos dessa forma pode influenciar as pessoas a crerem na verdade da conclusão. Mas a verdade de uma conclusão não deve depender do modo como o argumento é apresentado.  Ou seja, o fato deste partido estar no poder a tanto tempo têm vários fatores que podem ser elencado em uma discussão sobre o assunto, não é correto dizer que estar tanto tempo no poder faz destes candidatos bons governadores.



7 - Generalização precipitada
A amostra é demasiado limitada e é usada apenas para apoiar uma conclusão tendenciosa.

Exemplos

"A maioria dos brasileiros não é racista logo o racismo não existe"
"Nas prisões, a maioria dos detentos são pretos. Isso mostra que os pretos tem mais tendência a cometerem crimes".
  
Resposta: Para destruir esse argumento, primeiro peça dados a essa pessoa. Como foi feita esta pesquisa? Quais os critérios? Normalmente ela vai argumentar que leu em algum lugar imaginário sobre a quantidade de pretos nas prisões ou vai falar, por exemplo, que a maioria das pessoas que ela conhece não é racista. Como já sabemos, sem dados, sem conhecimento, um argumento não tem substância. Se é baseado na simples e insignificante experiência de vida, muito menos.


8 - Amostra precipitada
Há diferenças relevantes entre a amostra usada na inferência indutiva e a população como um todo


Exemplos:

"Eu tenho um vizinho que é preto e que disse que nunca vai namorar uma preta, só sai com brancas. Isso prova que o próprio negro tem preconceito com a sua cor".
Em TODAS  as conversar que eu tive na vida sobre racismo, alguém soltou essa pérola. Todas. A história do tal vizinho. Essa história é tão comum que às vezes eu acho que as pessoas falam todas do mesmo vizinho e não sabem. Só pode ser. Sem comentários, né? Qual a relevância desse dado individual perante a população como um todo? 


9 - Falsa Analogia
Numa analogia mostra-se, primeiro, que dois objetos, a e b, são semelhantes em algumas das suas propriedades, F, G, H. Conclui-se, depois, que como a tem a propriedade E, então b também deve ter a propriedade E. A analogia falha quando os dois objetos, a e b, diferem de tal modo que isso possa afectar o facto de ambos terem a propriedade E. Diz-se, neste caso, que a analogia não teve em conta diferenças relevantes.

Exemplo: 

"O que existe no Brasil é o preconceito social, não racial. Brancos e pretos pobres são discriminados igualmente, logo não é necessária nenhuma reparação baseada na cor".

Resposta: Calma, este argumento está incorreto. Primeiro que não é possível, em uma sociedade racializada, comparar negros e brancos mesmo que estejam na mesma classe social. Então o fato de tanto o preto quando branco terem essa propriedade comum que é a pobreza, não significa que o trato social para ambos é igual.  E sobre isso, acho que não é necessário falar. Compara pretos e brancos na pobreza é sem dúvida insuficiente para qualquer argumentação.


10 - Indução preguiçosa
A conclusão apropriada de um argumento indutivo é negada apesar dos dados.


Exemplo:

"Apesar de todos os dados que apontam o genocídio da população  negra e periférica nas grandes cidades brasileiras, a polícia insiste em dizer que não existe racismo, e que o fato da maioria das vítimas de assassinado ser negra, é apenas uma coincidência."

Resposta: Acima de tudo pode insistir na força da inferência. Argumente que contra fatos não há argumentos e que se ele não é capaz de entender a convergência de todos esses dados com a questão racial, infelizmente ele tem mesmo problema cognitivo. Um tonto. 





:: Efigenias ::

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